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ABFM NEWS - GERAL
 
Da importância de você se tornar sócio da SBPC
 
A SBPC precisa de você como sócio ativo e criativo, porque a luta para dar plena prioridade às atividades de pesquisa em C&T no Brasil vive momentos decisivos. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
A academia vai para Hollywood e o cinema para a sala de aula
 
Em julho passado, 15 cientistas de várias disciplinas, vindos de todos os Estados Unidos, passaram um final de semana raro em Hollywood. Sim, nos estúdios cinematográficos mais famosos do mundo. Mas não foi um passeio turístico. Os 15, selecionados entre 50 candidatos, foram até lá para aprender a escrever roteiros para TV e cinema. [+ leia mais]
Fonte: Com Ciência
 
 
Lançamento do serviço FAPESP.Indica
 
"Como parte das comemorações da Semana Nacional de Ciência & Tecnologia, que ocorre em todo Brasil de 18 a 24 de outubro, será realizada a cerimônia de lançamento e apresentação do serviço FAPESP.Indica, dia 18, às 9h30, em São Paulo. " [+ leia mais]
Fonte: Fapesp
 
 
Mentes versáteis
 
Para os físicos, não existem fronteiras que delimitem o espaço em que devem atuar. Não satisfeitos em explorar as entranhas dos átomos e os astros mais distantes do céu, começaram a ocupar outros territórios e a resolver problemas em genética, biologia e medicina – mais recentemente, também na economia e na administração de empresas. [+ leia mais]
Colaborador: Paulo Costa
Fonte: FAPESP
 
 
Cientistas anulam gene que faz tumor crescer
 
"Pesquisa americana e britânica curou o câncer de fígado em camundongos. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
SP faz 1.º transplante com célula umbilical
 
Cordão umbilical de doador brasileiro é usado pela 1.ª vez em transplante de medula óssea. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Franceses vão ajudar a modernizar Angra l
 
A montagem dos reatores brasileiros tem um gargalo que está sendo superado com a contratação da empresa francesa Framatome ANP na reforma do gerador de vapor da usina de Angra 1. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
País aposta em Angra 3 para obter vaga no CS
 
Nova usina permitirá domínio da tecnologia nuclear e maior peso nas decisões mundiais. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Em defesa do programa nuclear brasileiro, artigo de José Mauricio Bustani
 
Importantes interesses parecem incomodados por o Brasil estar se tornando cada vez mais capacitado na área nuclear. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Queniana recebe o 1º Nobel da Paz verde
 
Comitê sueco dá nova dimensão a prêmio ao contemplar ambientalista Wangari Maathai. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Norueguês e americano vencem Nobel de Economia
 
"O norueguês Finn E. Kydland e o americano Edward C. Prescott são os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2004, informou nesta segunda-feira a Academia Real de Ciências da Suécia. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Carta do Professor Carlos Eduardo de Almeida
 
"

Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2004.

Senhor Presidente da ABFM,

Só tenho a lamentar profundamente os termos da carta enviada pelo Dr. Odair Gonçalves (Ex Coordenador da Habilitação em Física Médica do Instituto de Física da UFRJ) e seu pedido de divulgá-la a seus associados.

Em função de informações ouvidas de terceiros, possivelmente não acostumados a ouvir críticas, o missivista interpretou que foram cometidos insultos da minha parte e resolveu ainda e de forma injusta estendê-la a renomada instituição IF-UFRJ.

Embora tenha a certeza de que esta não foi minha manifestação, tive o cuidado de conversar com alguns dos que estavam presentes e fui assegurado que os informantes do missivista certamente involuntariamente se equivocaram e contribuíram apenas para alimentar uma polêmica desnecessária e improdutiva.

A Mesa Redonda foi organizada no sentido de informar e discutir a situação da América Latina com relação à educação em Física Médica e as suas tendências. As minhas posições filosóficas sobre o tema são por demais conhecidas do missivista e já expressas anteriormente em conversas sempre respeitando o direito de ambos. São posições também amplamente conhecidas pelos que lidam com a física médica neste país e no exterior.

O Nome do missivista foi mencionado ligeiramente quanto ao curso da UFRJ (que foi exaustivamente mencionado pelo seu representante ao presidir a Cerimônia de abertura do congresso) e sobre a sua decisão de cancelar o convênio histórico da CNEN com a ABFM. Em nenhum momento fui depreciativo e sim crítico, e na minha projeção para o futuro, externava o desejo de ver todas instituições CNEN, ANVISA e ABFM caminhando juntas no processo de certificação.

A carta, redigida de forma nitidamente emocional e equivocada, surpreende pelo desvio da conduta elegante até então mantida entre nós, tangenciando neste caso os limites da arrogância, presunção e ingenuidade com uma escrita irônica e muitas vezes depreciativa.

Estranha-me também a sua arriscada incursão na avaliação da minha experiência pessoal no campo da educação, da pesquisa e da minha conduta ética. Sinto-me compelido a responder ao missivista e aproveitar, para mais importante ainda, esclarecer alguns pontos da minha visão de pensamento amadurecido ao longo da minha vida científica e profissional coerente e constante de quase 40 anos de trabalho pela Física Médica aqui e no exterior.

Sinto-me então à vontade para fazer as observações e contribuições sobre a sua carta dita (porém de difícil desconexão) explicitamente não como Presidente da CNEN, instituição que ainda considero minha casa, onde convivi por mais de 20 anos e que tenho as melhores lembranças e o maior respeito pelos que lá estão em especial pelo IRD onde fui Diretor e pesquisador.

Tentarei dividir as minhas considerações em duas partes:

1. No aspecto educativo e profissional da física médica. Para que fique documentada de forma clara e sucinta a minha visão sobre o tema.

Gostaria de deixar inicialmente bem claro que universalmente a Física Médica é reconhecida pela International Organization on Medical Physics -IOMP e por todos os países membros como uma Especialidade da Física. Portanto requer após o curso de graduação a nível Bacharelado em Ciências Físicas e um treinamento adicional de pelo menos um ano sob a supervisão de um Físico Médico Qualificado.

Esta definição, em vários paises como o Brasil, tem regras bem estabelecidas e amadurecidas ao longo do tempo como um dos pré-requisitos para a obtenção do título de especialista pela ABFM em uma das três áreas da física médica: radioterapia, radiodiagnóstico e medicina nuclear.

Este exame vem sendo historicamente conduzido em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia e até recentemente com a CNEN. Não tecerei mais comentários sobre este ponto, pois já foi assunto de carta publicada no Boletim da ABFM.

A Física Médica exige profissionais bem treinados para lidar com seu trabalho diário com pacientes em tratamento ou em procedimentos diagnósticos. Os pacientes são programados para radioterapia pelos físicos médicos, em situações que exigem um nível de exatidão bastante alto a fim de aumentar a taxa de cura e reduzir as complicações. Como quase todos sabem, o paciente em geral tem uma única chance de obter um tratamento curativo. Se houver alguma falha e o tumor não for controlado, a sua chance de cura é drasticamente reduzida.

O número de acidentes que ocorrem no mundo mesmo em centros com pessoal altamente treinado ainda é muito alto. Como referências, dois documentos estão disponíveis: um TECDOC da IAEA e um Report do ICRP. Isto nos chama a atenção para reforçar o treinamento e os procedimentos de controle da qualidade reforçando inclusive o conceito de auditoria independente e periódica que esta sendo previsto em Regulamento da ANVISA.

Atualmente existe um numero apreciável, porém ainda insuficiente de instituições que oferecem programas de educação/ treinamento:

    . Programas de Residência ou Especialização que tem um enfoque profissionalizante e de intenso contato com a clínica, com o paciente e com equipamentos de tratamento e de calibração, dentre eles: INCA, AC Camargo, Hospital Sírio Libanês e HC-USP.
    · Programas de Mestrado e Doutorado em biofísica, engenharia nuclear com áreas de interesse na Física Médica com enfoque mais acadêmico embora com complementações no ambiente clínico alguns mais intensos e outros menos. Dentre eles: UERJ, COPPE, DEN, IPEN/USP-SP e USP de Ribeirão Preto e recentemente o IRD.

    Tem-se observado que muitas vezes os que terminam a Residência buscam um mestrado e doutorado ou vice versa.

    Atualmente nos Estados Unidos da América, a Associação Americana de Físicos em Medicina - AAPM possui cerca de 5 000 membros dos quais mais de metade possuem o doutorado. Só no M.D.Anderson Hospital, Universidade do Texas, existem mais de 50 doutores somente trabalhando na radioterapia.

    Esta é a tendência! É nesta direção é que temos que conduzir a formação do nosso pessoal. Aumentar os cursos de Residência, Especialização, Mestrado, Doutorado, Cursos Específicos de Atualização de curta duração e a Iniciação cientifica na área.

    O nível acelerado de sofisticação tecnológica dos equipamentos, o conhecimento dos níveis de tolerância dos tecidos normal e tumoral bem como a melhoria significativa do nível de excelência dos médicos assim exige.
    · Está claro que o interesse pela física tem diminuído e que oportunidade se oferece para novas inserções e sem dúvida é isto que está acontecendo em vários Institutos de Física. A criação de cursos de bacharelado em física com ênfase em física médica tem ocupado este espaço, porém deve-se estar atento e criticar como tenho feito o açodamento como alguns deles são implantados.

    Entretanto, exceções devem ser registradas como a PUC-RGS e USP-RP que tem aberto vários concursos para professores na área. A massa critica específica de profissionais de física médica é em geral modesta ou quase nenhuma. Neste último caso é onde pode ocorrer o risco de desvios na formação e certamente a ABFM deve lançar os seus olhos no sentido de ajudar o seu direcionamento.
    · Experiência histórica bem sucedida foi o Curso Eletivo criado há pelo menos 25 anos na USP-SP pelos Profs. Adelino Pereira e Dirceu Vizeu por solicitação e estimulo do Prof. José Goldemberg. Este curso posteriormente conduzido pela Prof. Marilia Teixeira atraiu uma boa parte dos hoje físicos médicos renomados de São Paulo. Pela condução séria, competente e carismática ficou conhecido carinhosamente como ""o Curso da Marilia"".

Deve-se por uma questão de coerência e respeito ao estudante definir muito bem o produto que está sendo oferecido, pois os alunos que são atraídos não podem descobrir que ao final os objetivos foram mal interpretados.

    · Deve ficar claro que a sua formação não termina na graduação!
    · Deve ficar claro que ele ainda não está habilitado para trabalhar!
    · Deve estar claro que ele deve complementar sua formação na área de escolha para poder ir ao mercado de trabalho!
    · Deve estar claro que o mercado de trabalho ainda não é tão bom como alguns apregoam. Embora a legislação CNEN lançada no início da década de 70 tenha muito ajudado a área de radioterapia a sua implementação e cobrança levou tempo. Contribuiriam para isto a falta de profissionais disponíveis e de hospitais e médicos dispostos a pagar por um bom profissional.
    · Deve estar claro que para ser um Especialista várias etapas devem ser alcançadas!

    Hoje, os médicos cada dia mais exigentes, tendem a contratar não apenas Físicos Médicos que tem o Titulo de Supervisor da CNEN para cumprir uma exigência legal. Eles querem profissionais competentes e capazes de partilhar com mais cientificidade das suas decisões terapêuticas e garantir a qualidade dos parâmetros físicos dos feixes usados no tratamento.
    A Portaria 453 da ANVISA com relação à área de diagnóstico veio complementar a padronização nesta área e certamente sofrerá um tempo de implantação que espero seja inferior a anterior.

Fazendo agora uma reflexão sobre o programa da IF-UFRJ, Instituição das mais respeitadas no país, e que o missivista tem o privilégio de pertencer e o dever de preservá-la.
Proposta do curso: Habilitação em Física Médica!

    · O que quer dizer exatamente este título?
    · É uma derivação do bacharelado?
    · Porque é anunciado assim?
    · Tem nível diferente do bacharelado? Porque?
    · Os treinamentos sem duvida são feitos em outras Instituições do melhor nível (IRD, INCA), porém com tempo e programação suficientes? Os alunos já estão em condições de absorver os ensinamentos para uso profissional? Ou corresponde a uma iniciação científica?
    · Será que o aluno entra no curso pensando que vai sair habilitado?
    · Habilitado a fazer o quê?
    · Em que área?

Isto me parece uma proposta educacional arriscada, promovida por alguém que ainda não percebeu que a Física Médica não se aprende somente em congressos e conferências, e sim no atendimento a cursos de pós-graduação e com a prática clínica e profissional.

A fim de esclarecer melhor, a educação do físico médico deve ter como objetivo produzir alguém que possa realizar, por exemplo:

    · testes de aceite de um equipamento de imagem ou tratamento;
    · comissionamento de um equipamento de tratamento ou de imagem;
    · comissionamento de verificação do algoritmo de cálculo de dose de um sistema de planejamento de tratamento;
    · calibração de feixe de fótons, elétrons ou fontes de braquiterapia;
    · fusão de imagens e sua inserção num plano de tratamento garantindo a exatidão das informações;
    · cálculo da dose em um feto de uma paciente grávida para que se tome a decisão quanto aos riscos envolvidos com o tratamento da mãe;
    · simulação numérica ou analítica de uma situação que possa envolver uma decisão clinica;
    · o trabalho com paciente;
    · a proteção do paciente e do público em uma instalação médica;
    · calibração de câmara de ionização;
    · implementação de programa de controle da qualidade;
    · conceber um plano de Proteção Radiológica para sua instalação.

Estes são apenas alguns dos itens de responsabilidade do físico médico, e dele depende muitas vezes a decisão que o médico vai tomar. No Brasil, cerca de 150.000 pacientes anualmente passam por este processo que pode resultar na cura ou na continuidade da doença e como conseqüência na vida ou a morte.

Tudo isto está ligado intimamente à qualidade do trabalho executado.

Nesta área, erros podem decidir o futuro de uma pessoa.

    · Não se pode subestimar a capacidade e a qualificação dos que estão na área quando se diz que os físicos médicos têm baixa formação em física e ao mesmo tempo, atraído pelas exigências da Portaria 453 acredita que não haja necessidade de ter tanto treinamento para atendê-la. Esta dubiedade de posição sempre me assustou. Considero justificável ouvir apenas de alguém ainda sem a devida experiência em uma área tão especifica, embora possa ter as melhores das intenções.
· Embora a massa critica de pessoal especifico em física médica no IF-UFRJ é sabidamente ainda muito pequena, não me surpreende que os seus alunos estejam sendo admitidos pelos cursos de pós-graduação do Rio como informado. A qualidade dos alunos do IF-UFRJ sempre tem sido muito boa o que garante fácil acesso a qualquer programa de pós-graduação, independente do que viram ou deixaram de ver no programa de Habilitação em Física Médica. Recebi dois alunos da PUC-UFRGS e um deles não só fez um excelente trabalho de mestrado como está em fase final de doutorado.

Mas não vamos também confundir mercado de trabalho com pós-graduação. Conversando com um dos professores responsáveis por um dos cursos, me dizia que havia produzido cerca de três alunos. Quando perguntado onde eles estavam ele respondeu que não sabia. Em uma postura positiva e valorizando a questão, ficou de procurar acompanhar os que se formam para poder ajudar nas discussões futuras.
    · Quanto ao tema Mecânica Quântica, gostaria de dizer que esta embora não seja usada explicitamente no dia a dia na física médica, faz parte do processo de formação cientifica, filosófica e intelectual do físico e deveria ser aplicada (com níveis diferentes) em todas as áreas do pensamento humano.
    · Hoje, eu tenho quase certeza de que o IF-UFRJ deve estar refletindo sobre este assunto e preocupado com o andamento do curso que agora também não conta mais com o seu Mentor. Sugiro que busquem o caminho da PUC-RGS e USP-RP contratando tantos especialistas em física médica quantos forem necessários para redirecionar e manter o curso dentro dos objetivos dos outros cursos oferecidos pelo IF.
    · Esta mesma sugestão faço para que os outros cursos também trilhem nesta direção e me coloco a disposição para ajudar se for julgado necessário, buscar o melhor caminho preservando a motivação dos alunos e dar-lhes a melhor direção para o seu futuro .
    · Sugiro também que talvez mais apropriado do que chamar os cursos de Bacharelado com ênfase em Física Médica ou Habilitação em Física Médica seja chamá-lo de Bacharel em Física com Iniciação a Física Médica.

2. Nas considerações sobre as inserções feitas na área pessoal. Para que fique também claro porque me sinto à vontade para externar a minha preocupação com relação ao tema central da discussão.

2.1 A minha vida em física médica (vide CV Lattes-CNPq, de acesso publico) é por demais conhecida, pois estou nela coerentemente comprometido com o seu aperfeiçoamento. Destaco alguns pontos apenas para permitir um contraponto ao que foi mencionado pelo missivista:

    a. na formação de pessoal. Cerca de 50 orientados na residência em física médica, em estágios, no mestrado, doutorado, pós-doutorado e pelo menos oito alunos do exterior que vieram com bolsa sanduíche do seu pais realizar as sua teses e treinamento clinico (todos empregados no Brasil ou no exterior);
    b. na gestão institucional. Na direção do IRD por muitos anos; participação na concepção e gestão do Programa de Qualidade em Radioterapia do INCA, (programa reconhecido por todos pelo impacto positivo nos médicos, físicos e técnicos), e finalmente como Coordenador do Laboratório de Ciências Radiológicas-LCR da UERJ;
    Apesar de não ter a experiência na pesquisa básica, (pois esta nunca foi o meu foco) conforme mencionado com um certo grau de ironia, a experiência acima talvez possa ser suficiente para permitir uma opinião. Uma opinião baseada na observação dos alunos que são oriundos de diferentes grades curriculares do Brasil e exterior;
    Estou plenamente consciente da minha área de trabalho, da minha contribuição para a sociedade cientifica e civil embora modesta, e feliz por ter escolhido esta área de trabalho desde estudante e permanecido nela;
    c. no reconhecimento da Associação Americana de Físicos Médicos que me concedeu o distinguido Titulo de Fellow em Física Médica, que é concedido anualmente a cerca de 15 a 20 dos seus 5 000 membros para aqueles que reconhecidamente fizeram uma contribuição para área;
    d. no reconhecimento dos meus pares do CNPq que me atribuíram o Nível 1 na classificação como Pesquisador;
    N.B. Não arriscaria fazer nenhuma incursão na avaliação do missivista, pois creio que por prudência e para não cometer nenhuma injustiça deva esta ser feita pelos seus pares em especial quanto a sua contribuição a física básica nos cenários institucional nacional e internacional.
    Além disso, pouco conheço da sua biografia alem de encontrá-lo em alguns congressos da ABFM e participado da banca de dois de seus alunos, ambos de muito boa qualidade. Confesso, que me agradou o trabalho de física aplicada a medicina do seu aluno Poletti, e desejo que continue produzindo trabalhos e alunos do mesmo nível.
    e. na participação como Chairman do Education Committee das IOMP durante seis anos;
    N.B. Existem algumas discussões sobre a fusão da Física Médica e Bioengenharia em alguns paises com a Inglaterra e Austrália. Durante a reunião em Sydney quando este assunto foi debatido na assembléia geral, não houve adesão de outros paises. Não me surpreende que algumas Escolas de Engenharia nestes países estejam procurando criar cursos de graduação em física médica. Posso assegurar que a IOMP não endossa estas ações e que claramente eu só estou interessado nos programas de física médica e não tomaria em nenhuma hipótese programas de engenharia como exemplos.

    No Canadá a experiência relatada pelo coordenador de um destes cursos de graduação, demonstra as dificuldades encontradas pelos seus alunos para encontrar trabalho como físico médico, tendo sido contratados como dosimetristas, especialidade que surge e que terá um espaço importante no mercado de trabalho brasileiro.

    Destaco o risco que esta fusão possa ter para a Física Médica, em especial nos países como o Brasil, onde seu reconhecimento como profissão ainda se encontra em fase de discussão e onde existe um CREA muito forte. Durante seis anos, como membro da Comissão de Assuntos Profissionais da IOMP participei dos esforços junto a OIT no sentido de definir um espaço para a nossa especialidade.

2.2. Embora o tenha, não creio ser apropriado expressar o meu juízo de valor como feito pelo missivista (lamentavelmente em público, embora seja seu direito, discutível apenas, se apropriado a sua posição de educador e do cargo que ocupa). Prefiro ainda neste momento, lhe conceder o ""beneficio da dúvida"" quanto à infelicidade de seleção das expressões deselegantes usadas, em função da emoção que envolveu a sua missiva.

Buscar reparações judiciais, embora cabíveis, somente a utilizaria se estivesse minimamente preocupado com uma eventual dúvida dos meus pares com relação a minha conduta e consciência.

Preocupante sim é a forma como este tema esta sendo tratado, área que claramente o missivista ainda não tem o conhecimento suficiente para interferir na forma e conteúdo dos programas de formação.

Podem ter a certeza de que como um dos Decanos da Física Médica, estarei sempre atento para defender as minhas idéias em qualquer palco, e principalmente para defender o que já foi construído pela comunidade de Física Médica e que muitos tentam melhorar e que possa vir a ser ameaçado por afirmativas como:

""Acreditamos mesmo que venham a mudar o perfil da profissão de Físico Médico no país, não só em aspectos técnicos, mas também com reforço dos valores éticos e morais necessários ao seu exercício profissional"" (extraído da carta do missivista).

Estou a disposição para debater este tema quando o missivista desejar, no palco que desejar. Recomendo apenas, que tão logo seja possível, seria enriquecedor para o missivista considerar passar pelas seguintes experiências:

    · Pós-doutorado por exemplo em qualquer uma das Instituições de prestígio como por ex: o INCA, A C Camargo e Hospital Sírio Libanês;
    · Prova para o Título de Especialista da ABFM e;
    · Prova para Supervisor em Proteção Radiológica da CNEN.

Tenho a certeza que após esta experiência, normal para qualquer um que deseje trabalhar como Especialista em Física Médica, o nosso debate será mais rico de idéias e proveitoso para a comunidade, pois teremos então a certeza de que o missivista teve todas a chances de apreciar e perceber o que é a Física Médica.

Até lá, possivelmente teremos apenas um debate onde apesar da elegância que tinha dominado os nossos diálogos possa não mais ser tão produtivo.

Espero, que ao mesmo tempo em que fui obrigado a vir responder a indelicadeza do missivista, possa ter contribuído para aclarar as idéias e pensamentos, e estimular a discussão sobre o papel que nos cabe como educador dentro do espírito da Academia e da cidadania condizente com o mundo moderno.

Atenciosamente,

Carlos Eduardo de Almeida
Professor Titular em Física Médica -UERJ"

 
 
Fapesp cria portal para acesso aos indicadores nacionais e internacionais de CT e I
 
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançará, no próximo dia 18, o portal Fapesp/Indica. O sistema vai disponibilizar um conjunto de informações à produção ou análise de indicadores de Ciência Tecnologia e Inovação. [+ leia mais]
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Brasil é campeão de física
 
"A delegação brasileira foi a vencedora da 9ª edição da Olimpíada Ibero-americana de Física. O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Física pela primeira vez no Brasil, foi realizado no Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia (UFBa), em Salvador, de 25 de setembro a 2 de outubro. " [+ leia mais]
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Problemas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), artigo de Rossana Cavalieri Falcão
 
O problema mais evidente era o conflito provocado pelo fato de que a Cnen é responsável pela fiscalização de todo e qualquer uso de radiações ionizantes e também é usuária dessas radiações. [+ leia mais]
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Gross diz apostar em novo acelerador
 
Quando David J. Gross começou a trabalhar na tentativa de unificar numa só teoria todas as forças da natureza, após desvendar como funciona o cimento do núcleo atômico, achou que não ia levar muito para resolver o problema. Hoje, mais de 20 anos depois, o Nobel de Física admite que cantou vitória antes da hora. [+ leia mais]
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Em SP, secretário de Estado também admite que Brasil pode ir para o CS da ONU. [+ leia mais]
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Força colorida é premiada
 
A descoberta de que os quarks se comportam como partículas livres quando próximos uns dos outros, em fenômeno conhecido como “liberdade assintótica”, dá o Nobel de Física aos norte-americanos David Gross, H. David Politzer e Frank Wilczek. [+ leia mais]
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Morre aos 80 a psicóloga Carolina Bori
 
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