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ABFM NEWS - Noticias
 
FAPESP abre inscrições para Novas Fronteiras
 
"A FAPESP abre as inscrições para o lançamento do Programa Novas Fronteiras para bolsas no exterior. O objetivo é apoiar a realização de estágios de longa duração em centros de excelência no exterior, em áreas de pesquisa ainda não bem implantadas no Estado de São Paulo. " [+ leia mais]
Fonte: Fapesp
 
 
Polêmica em Harvard
 
Professores protestam contra Larry Summers. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Mitos e Mancadas Einsteinianas 1, artigo de Marcos Cesar Danhoni Neves
 
Unanimidade de opinião pode ser adequada para uma igreja, para as vítimas temerosas ou ambiciosas de algum tipo (antigo ou moderno) ou para os fracos e conformados seguidores de algum tirano. A variedade de opiniões é necessária para o conhecimento objetivo. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Comissão da Câmara aprova transformação do Cefet-PR em Universidade
 
O Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) está próximo de se tornar a primeira universidade tecnológica do Brasil. Nesta quarta-feira a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o projeto de credenciamento da instituição. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Brasil recua em ranking tecnológico
 
"Um relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado ontem, mostra que o Brasil perdeu sete posições em um ranking de países que se destacaram ao usar a tecnologia em seu desenvolvimento. O país aparece atrás de nações pequenas como Tunísia, Jordânia e Chipre, na 46 posição de uma lista de 104 países. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Marco político e científico
 
É preciso muito cuidado para que não se confunda pesquisa com tratamento, diz Mayana Zatz sobre a aprovação da Lei de Biossegurança. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Em homenagem a Cesar Lattes
 
"César Lattes nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 11 de julho de 1924, filho de imigrantes, Giuseppe Lattes, natural de Turim, e Carolina Maroni, de Alessandria, no Piemonte italiano. Foi casado com Martha Siqueira Neto, pernambucana, matemática, companheira de mais de cinqüenta anos, falecida em 2003. O casal tinha em sua casa, em Campinas, apoio e convivência de suas quatro filhas e nove netos.
Cada um de nós, pesquisadores, o homenageamos em nossos Currículos Lattes, criados no CNPq como que um símbolo do que representou para a física, para a ciência brasileira, sua dedicação ao trabalho de pesquisa e de ensino, continuamente, ao longo de sua longa vida, sua prática do pensamento crítico na acepção da palavra como pensamento original, capacidade de discernimento, de imaginação e de coragem de descobrir coisas novas.
César Lattes formou-se na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Imediatamente se tornou Assistente de Gleb Wataghin, conhecido de seu pai e grande incentivador de sua ida para a física. Trabalhou inicialmente em Física Teórica com Wataghin e também com Schenberg e Schutzer mas logo se dedicou à Física Experimental. Realizou pesquisas sobre Raios Cósmicos, sugeridas por Gleb Wataghin - linha de pesquisa que Wataghin, Marcelo Damy e Paulus Pompéia, depois Giuseppe Occhialini, iniciaram no Brasil com imediato sucesso internacional.
Em 1946 Lattes foi trabalhar, com Occhialini, no Laboratório de Cecil Powell na Universidade de Bristol, na Inglaterra. Utilizavam emulsões fotográficas, modificadas por sugestão da equipe de Powell e do próprio Lattes, para detecção de partículas nucleares, que deixam um traço na emulsão transparente, depois de revelada. Foram expostas chapas por Occhialini durante suas férias nos montes Pirineus, na França, a uma altitude de 2800 metros. Em Bristol verificaram que apareciam traços de partículas antes desconhecidas. Lattes então decidiu ir para montanhas mais altas, numa estação meteorológica em Chacaltaya, nos Andes, a cerca de 5000 metros, na Bolívia, onde o número de raios cósmicos é maior. Expostas as chapas lá, a descoberta foi amplamente confirmada. Eram os descobridores de uma importante nova partícula, o meson pi, hoje pion. Anos depois, Powell receberia o prêmio Nobel pela descoberta.
Lattes, ainda em 1948, percebeu que o acelerador de partículas do Laboratório de Radiações de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, nas experiências com reações nucleares que Eugene Gardner conduzia, tinha energia suficiente para produzir mesons pi. Poucas semanas depois chegar a Berkeley, com bolsa da Fundação Rockefeller, Lattes detectou e identificou os mesons que estavam mesmo sendo produzidos.
Essas descobertas de Lattes, com Occhialini e Powell na Inglaterra, e com Gardner nos Estados Unidos, tiveram repercussão na imprensa internacional, e grande repercussão na imprensa brasileira. Ao voltar ao Brasil Lattes foi herói nacional.
Para a USP, e particularmente para a Faculdade de Filosofia, foi evidência do sucesso do empreendimento de Wataghin, a demonstração internacional da viabilidade de uma Universidade de Pesquisa no Brasil.
O fim da guerra contra o eixo nazi-fascista marca uma era de ativação geral das consciências para o desenvolvimento das ciências e de aplicações. Não é coincidência as discussões e a existência de Artigo, na Constituição Estadual de 1947, que dá os princípios da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, a FAPESP.
A volta de Lattes foi fator importante para a implantação, em 1951, da primeira agência, ao nível da Presidência da República, para apoio às atividades de pesquisa: - o Conselho Nacional de Pesquisas, CNPq. No mesmo ano de 1951, pela iniciativa principalmente de Leite Lopes e de Lattes, foi fundado, no Rio de Janeiro, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, sendo Lattes seu primeiro Diretor Científico. Juntamente com o Departamento de Física da FFCLUSP, o CBPF foi um dos principais centros onde se consolidou a pesquisa em física no país, com pessoas vindas de todo o Brasil.
César Lattes se dedicou durante muitos anos ao CBPF e foi professor da Universidade do Brasil, hoje a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em 1966, a convite de Mário Schenberg, voltou à USP, contratado para reger a cátedra de Física Superior. Implantou um Laboratório de Emulsões Nucleares para analisar grandes câmaras de chapas expostas em Chacaltaya.
Pouco depois, transferiu-se para a então nova Universidade de Campinas, Unicamp, onde Marcelo Damy organizava o Instituto de Física, e implantou o Departamento de Raios Cósmicos e um Laboratório de Emulsões Nucleares. Realizou muitos trabalhos em colaboração internacional, especialmente com os físicos japoneses, Fujimori e Hasegawa entre eles.
Lattes foi membro de várias academias e sociedades científicas brasileiras e internacionais. Entre suas muitas premiações estão o Prêmio Einstein (1950), o Fonseca Costa, concedido pelo CNPq (1958), o Bernardo Houssay, da Organização dos Estados Americanos (1978), e o Prêmio de Física, da Academia de Ciências do Terceiro Mundo (1987). Recebeu também várias medalhas e títulos honorários.
Na Sociedade Brasileira de Física, Lattes participou das reuniões para a criação da Revista Brasileira de Física, em 1969-70. Entre os físicos mais velhos que, em geral, temiam que a produção científica brasileira não fosse ainda suficiente para sustentar uma revista, foi dos poucos que deram forte apoio. Hoje a Brazilian Journal of Physics é revista indexada internacionalmente.
Há vários documentos importantes que registram a presença bem humorada de Lattes, sua ironia inteligente, às vezes sentida como agressiva, sua dedicação ao trabalho e preocupação com a ciência no Brasil, seu espírito não competitivo. Por exemplo, a entrevista em Ciência Hoje, 1995, reproduzida no livro Cientistas do Brasil, editado pela SBPC (1998); o documentário em vídeo e DVD, de José Mariani, Lattes e Leite Lopes Cientistas Brasileiros de 2001; o vídeo em VHS da homenagem prestada no Instituto de Física, pelo Reitor Jacques Marcovitch da Universidade de São Paulo, em 1998, com interessante depoimento de Lattes. Há ainda o depoimento a Simon Schwartzmann, dos anos setenta, na série do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. A SBF tem a intenção de reunir e dar a público este acervo.,inclusive com uma exposição na próxima reunião anual,em Fortaleza.
Amélia Império Hamburger e Ernst W. Hamburger e Adalberto Fazzio
São Paulo, 9 de março de 2005 "
Fonte: SBF
 
 
Programa Internacional de Bolsas de Pós-graduação da Fundação Ford
 
"São oferecidas bolsas de mestrado e doutorado, no Brasil e no exterior, por até 3 anos, para que mulheres e homens, com potencial de liderança em seus campos de atuação, prossigam seus estudos capacitando-se para promover o desenvolvimento de seus países, bem como maior justiça econômica e social. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Revista Physicæ recebe artigo
 
"A publicação, que neste ano chegará à sua quinta edição, surgiu em 2000, inspirada nos anseios dos pós-graduandos do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp de se envolver e de se familiarizar com o processo crítico-criativo de elaboração de um trabalho científico. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Mulheres na pesquisa: uma realidade
 
A inserção social das mulheres é processo lento que começou há poucos anos, face ao longo período em que lhes eram impostas condições de submissão, reclusão e até violência. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Instituto de Física da Unicamp faz oficina 100 anos de Relatividade
 
"Será no dia 9/11, das 8 às 18h. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Último prazo de inscrição com envio de trabalho para a 57ª Reunião Anual da SBPC: 31 de março
 
"Os inscritos até esta data deverão encaminhar o resumo até 4 de abril. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
A repercussão do desaparecimento de Lattes
 
"Cientistas brasileiros avaliam a obra do grande físico. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Schrödingers mousetrap
 
Part 8: The outcast. [+ leia mais]
Fonte: Nature
 
 
Morre Cesar Lattes, maior físico experimental do Brasil
 
"

Morreu às 15h40 no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, Cesare Mansueto Giulio Lattes, 80, um dos descobridores da partícula subatômica méson pi (ou píon), considerado por isso o maior físico experimental brasileiro. Ele também foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), que deu enorme impulso a essa área de pesquisa fundamental no país, e teve participação importante na criação do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), hoje Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

A maioria dos pesquisadores brasileiros, nesta terra sem memória, conhece seu nome apenas por causa da Plataforma Lattes, o banco de dados do CNPq que hospeda os diretórios de grupos de pesquisa nacionais e os chamados currículos Lattes (resumos detalhados das carreiras dos cientistas). O ápice de sua carreira se deu com a descoberta do píon, em 1947, em colaboração com G.Occhialini e C.F.Powell. Eis o que diz sua biografia no sítio do CBPF:

""Ingressou no Departamento de Física da Faculdade de Filosofia e Ciências e Letras da USP, concluindo o Bacharelado em 1943; recebeu desta Universidade o Título de Doutor Honoris Causa em 1948. É Professor Titular aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e da Universidade Estadual de Campinas.

""Sua carreira científica teve início em meados dos anos 40, no então Departamento de Física da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, quando publicou trabalho científico sobre a abundância de núcleos no universo, sob a orientação de Gleb Wataghin.

""Desde então teve seu nome ligado a resultados científicos da maior repercussão e a iniciativas das mais fecundas para o progresso da ciência no Brasil e na América do Sul. A descoberta do píon em 1947, em colaboração com G.Occhialini e C.F.Powell, foi o marco em sua carreira que se fez acompanhar das mais significativas conseqüências.

""De um lado a descoberta revelava a partícula, presumivelmente, responsável pelo comportamento das forças nucleares. O alcance desse feito ultrapassou as fronteiras da ciência fundamental dadas as expectativas que então revestiam qualquer ampliação de conhecimentos nesses domínios; o desenvolvimento da energia nuclear, no pós-guerra, demandava formulações que o aliviassem do empirismo oneroso e, muitas vezes, arriscado com que vinha se fazendo. A produção artificial daquela partícula, em 1948, ainda por Lattes mas agora em associação com Eugene Gardner, no recém-construido sincro-ciclotron da Universidade da Califórnia, em Berkeley, marcou o início de formidável corrida para a construção de aceleradores mais e mais potentes que caracterizou a física nuclear do pós-guerra.”

Biografia de César Lattes

Cesare Mansueto Giulio Lattes nasceu em Curitiba a 11 de julho de 1924, filho de Giuseppe Lattes e de D. Carolina Maria Rosa Lattes. É casado com D. Martha Siqueira Neto Lattes, tem quatro filhas e nove netos.

Fez seu estudos, primários na Escola Americana de Curitiba entre 1929 e 1933, e secundário no Instituto Médio Dante Alighieri, em São Paulo, de 1934 a 1938. Ingressou no Departamento de Física da Faculdade de Filosofia e Ciências e Letras da USP, concluindo o Bacharelado em 1943; recebeu desta Universidade o Título de Doutor Honoris Causa em 1948. É Professor Titular aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e da Universidade Estadual de Campinas.

Sua carreira científica teve início em meados dos anos 40, no então Departamento de Física da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, quando publicou trabalho científico sobre a abundância de núcleos no universo, sob a orientação de Gleb Wataghin.

Desde então teve seu nome ligado a resultados científicos da maior repercussão e a iniciativas das mais fecundas para o progresso da ciência no Brasil e na América do Sul. A descoberta do píon em 1947, em colaboração com G.Occhialini e C.F.Powell, foi o marco em sua carreira que se fez acompanhar das mais significativas conseqüências.

De um lado a descoberta revelava a partícula, presumivelmente, responsável pelo comportamento das forças nucleares. O alcance desse feito ultrapassou as fronteiras da ciência fundamental dadas as expectativas que então revestiam qualquer ampliação de conhecimentos nesses domínios; o desenvolvimento da energia nuclear, no pós-guerra, demandava formulações que o aliviassem do empirismo oneroso e, muitas vezes, arriscado com que vinha se fazendo. A produção artificial daquela partícula, em 1948, ainda por Lattes mas agora em associação com Eugene Gardner, no recém-construido sincro-ciclotron da Universidade da Califórnia, em Berkeley, marcou o início de formidável corrida para a construção de aceleradores mais e mais potentes que caracterizou a física nuclear do pós-guerra.

De outro lado, amplas aberturas no terreno da institucionalização da ciência, no Brasil e na América do Sul, acompanharam essa descoberta, ligadas diretamente ao regresso e permanência definitiva de Lattes no continente sul-americano.

Lidera um grupo científico que em 1949 criou o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Instituto que polarizou e agasalhou iniciativas como a da formação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, a da Escola Latino-Americana de Física, o Centro Latino-Americano de Física, enquanto se destacava pela atividade de pesquisas em nível internacional, pelas medidas de modernização dos currículos de ensino da física e as de formação do pessoal que constitui hoje parcela ponderável da liderança científica atuante na física brasileira.

No mesmo ano, junto com colegas bolivianos, cria em La Paz, as condições para o que viria a ser o Laboratório de Físicas Cósmicas, a partir de uma velha estação de observações meteorológicas, onde obtivera os registros dos eventos que levaram à descoberta do píon. Cedo esse Laboratório se transformava em centro científico do maior interesse internacional, abrigando em suas dependências equipamentos e cientistas de todas as partes do mundo que ali escreveram importantes capítulos do conhecimento sobre a radiação cósmica.

Ambas as instituições resistiram aos duros testes do tempo, tendo o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas sido absorvido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do governo brasileiro, e o Laboratório de Chacaltaya, hoje Laboratório de Física Cósmica, pela Universidad Mayor de San Andrés, constituindo o principal organismo de seu Instituto de Física.

Sua atuação no Brasil durante os primeiros anos teve, também, papel importante na catalização dos esforços que levaram finalmente à criação do Conselho Nacional de Pesquisas - atual Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - em 1951. Pela criação de um órgão com suas características lutava de há muito a comunidade científica brasileira, constituída em sua maioria por pesquisadores nas ciências biológicas; a eles vieram se aliar grupos de interessados no desenvolvimento da tecnologia nuclear, mas sem poder de transação com a burocracia, face à escassa tradição e à falta de autoridade científica reconhecida naqueles domínios. O Conselho Nacional de Pesquisas deu novo impulso à pesquisa científica e tecnológica no Brasil, tendo contado com Lattes na composição de seu primeiro Conselho Diretor.

Diretor Científico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas desde a fundação, e principal consultor científico nos primeiros anos do Laboratório de Chacaltaya, deixa esses encargos em 1955 para uma curta temporada nos Estados Unidos. Recusando convites os mais honrosos, como o de substituir o falecido Enrico Fermi na chefia do seu Instituto na Universidade de Chicago, retorna ao Brasil dois anos depois para criar, na USP, um laboratório para estudos de interações a altas energias na radiação cósmica. Participa, em 1962, do grupo pioneiro que organizava a Universidade Estadual de Campinas, transferindo-se para essa cidade no ano seguinte e dando início à formação de seu Instituto de Física. Em curto período essa universidade conquistou elevado conceito nos meios universitários brasileiros e, em particular, seu instituto de física é creditado como dos melhores no Brasil, cercado de grande prestígio e projeção internacional.

Não obstante a singular repercussão da descoberta do píon, as contribuições não esgotam, absolutamente, nesse memorável feito. Dono de rara versatilidade seus trabalhos incluem contribuições do maior mérito em variados campos da física moderna, desde pesquisas teóricas sobre as origens e abundância de espécies nucleares no universo e eletrodinâmica clássica, até desenvolvimentos instrumentais, na área das emulsões nucleares, estes últimos cercados de auspiciosas aberturas; como membro do grupo de Bristol, na segunda metade dos anos 40, é participante da brilhante seqüência de desenvolvimentos que culminaram na elevação das emulsões nucleares, antes precários dispositivos de registro ionográficos, à categoria de instrumentos de medição. Esses trabalhos não somente viabilizaram a descoberta do píon,como propriedades físicas. A partir de 1962 lidera a reunião de grupos brasileiros e japoneses num projeto de longo alcance sobre interações a altas energias na radiação cósmica: a Colaboração Brasil-Japão. Desde então os resultados pioneiros desse grupo, em domínios então fora do alcance dos mais potentes aceleradores em operação ou em projeto, ganharam elevado prestígio nos meios científicos internacionais, considerados como promissoras aberturas para expansão das fronteiras da física moderna.

Membro da Academia Brasileira de Ciências, da União Internacional de Física Pura e Aplicada, do Conselho Latino-Americano de Raios Cósmicos, das Sociedades Brasileira, Americana, Alemã, Italiana e Japonesa de Física, entre outras associações, ocupou numerosas vezes posições de conselheiro, quando contribuiu com sua experiência e visão pioneira para a formulação de políticas e diretrizes de ação. Tem sido alvo de repetidas homenagens por parte de organizações oficiais e privadas no Brasil e no exterior e inúmeras vezes foi escolhido paraninfo ou patrono de contigentes de novos estudantes, formandos em ciências exatas e aplicadas. Entre prêmios, medalhas e comendas, recebeu, no Brasil, o Prêmio Einstein de 1950, o Prêmio Fonseca Costa, do CNPq, em 1958, a Medalha Santos Dumont em 1989, a Medalha comemorativa dos 25 anos da SBPC e placa comemorativa dos 40 anos dessa sociedade, o símbolo do Município de Campinas, em 1992, e muitos outros. Orgulha-se, particularmente, da iniciativa de dezenas de municípios brasileiros que lhe deram o nome a escolas municipais, bibliotecas, praças, ruas.

Sua atuação no continente sul-americano foi reconhecida pelo governo boliviano, que lhe concedeu o título de cidadão honorário daquele país, em 1972, pelo governo da Venezuela, que lhe conferiu a comenda Andrés Bello em 1977, e pela Organização dos Estados Americanos, que lhe outorgou o prêmio Bernardo Houssay, em 1978; em 1987 recebeu o Prêmio de Física da Academia do Terceiro Mundo.

Pessoa simples, oferece o calor de sua intimidade indistintamente a quantos o procuram; vê com acentuada preocupação os usos destorcidos dos conhecimentos científicos no mundo moderno e manifesta suas opiniões sem reverências, à revelia de preconceitos e interesses menores. Observa com o píons que descobriu. Esta será, talvez, a maior gratificação que espera receber de sua vida devotada ao progresso da ciência e combate ao subdesenvolvimento. " [+ leia mais]

Colaborador: José Júlio Rozental
Fonte: UOL
 
 
Físico atacou proliferação nuclear
 
"Bethe foi, nos anos 1940, chefe da divisão teórica do Laboratório Nacional de Los Alamos, que construiu as bombas jogadas sobre Hiroshima e Nagazaki. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Lançamento do Prêmio Finep - Região Sudeste acontece nesta quarta-feira em BH
 
Em 2005, o Prêmio Finep expande suas fronteiras. Além de duas novas categorias (Inovação Social e Inventor Inovador), o evento se torna parte de uma iniciativa mais ampla: a Ação Integrada para a Inovação Tecnológica. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Áreas do conhecimento serão redefinidas por Comissão Especial de Estudo
 
"Em portaria publicada no Diário Oficial da União do dia 4, foi constituída uma Comissão Especial de Estudos com o objetivo de propor uma nova tabela de classificação das áreas do conhecimento do CNPq, Finep e da Capes. " [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
OEI e Universidades realizam curso de formação de professores a distância
 
As inscrições já estão abertas. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
Mulheres já são maioria em mestrado e doutorado
 
Aumenta a participação das mulheres em todos os níveis de escolaridade. [+ leia mais]
Fonte: Jornal da Ciência
 
 
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